7.4.07

Tempos depois...

Pois é.. algum tempo depois, cá estou eu novamente.
Não! Não abandonei de vez o blog. Eu me odeio por começar coisas e não levar adiante. Não que esse blog faça diferença pra alguém em especial, mas faz pra mim. E ninguém é mais especial pra mim do que eu mesmo, certo? Eu gosto de escrever aqui, não escrevo por obrigação. Mas eu tenho preguiça. E muita. E as vezes começo a escrever, e quando to no embalo paro pra falar com alguem no msn e me perco nos pensamentos. Perco a criatividade instantaneamente e acabo por finalizar um post de forma pobre, diferente do que eu imaginara anteriormente.


Enfim.. comecei a trabalhar. Foto áurea. Edição de imagens. Não é o que sempre sonhei, mas por enquanto tá ótimo. O trabalho é sossegado, os colegas são gente boa e o salário é o suficiente pra eu tomar minha cervejinha nos finais de semana. E quem sabe nos dias de semana também... (porra.. perdi a linha de raciocínio de novo. Exatamente o que eu comentei ali em cima. Vou começar a fechar o msn antes de escrever aqui.)

Bom.. saiu um cd novo do 'The Magic Numbers'. Baixei, mas ainda não ouvi. Vou colocá-lo no meu iPod. E bah! Por falar em iPod, eu posso ficar ouvindo enquanto trabalho. Nossa, é muito bom! O tempo passa mais rápido quando fica ouvindo uma musiquinha que tu curte, vai dizê?!

Acabei de tomar uma garrafa inteira de 1,5L de Nestea. Vou passar o resto do dia mijando... Ontem e semana passada e semana retrasada rolaram casas do Léo. Cerveja à vontade, campeonatinhos de WE. Ê laiá! Do jeito que pedi a Deus.

Terça feira meu pai vai viajar. Vou pegar o Play do Rafa emprestado. Vou me viciar em WE. Nao vou nem pro trabalho nem pra aula durante uma semana só pra ficar jogando. Ésgua! Hahaha.

Ai, to paxonado. Mentira, nem tô. Vou me inscrever nesses sites de relacionamentos pra arranjar uma namorada. Tá foda. Hahaha. Mas ah.. ser solteiro é muito bom também, eu digo. Mas pa.. chega uma hora que bate uma falta de alguém, né? Mas ah.. ja foram 21 anos da minha vida sem ter ninguém só minha, passo mais 21 tranquilamente. Ou não.
Mas na verdade eu nem me preocupo MUUUITO com isso. Só uns 32%.

Hm.. agora rola um filme la no Rafa se pa.
Até mais.

19.3.07

Final de semana agitado. Começou na quinta, com o show do César Menotti e Fabiano. Eu, Racham, Longa e China. Esquentinha aqui em casa, algumas horas no trânsito, e pronto. Chegamos com 3 músicas de atraso, mas deu pra curtir bastante. Umas linguinhas, uma cervejinha, tudo nos conformes.

Na sexta foi a vez da festa de design e moda da Univille receber o ar da minha graça. Com uma troca do Racham pelo Bird e uma adição da Vale, Marces, Roge e Carol, partimos. Longe, bem longe. Cerveja liberada. Bebi uns porcentos, acabou a luz, acabou a cerveja gelada, então resolvemos vir embora. Chegar em casa 3 e meia, tomar banho, fazer uma resenha d'O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, dormir durante 3 horinhas, e aula. Com a pior cara possível, óbvio. Mas digo que minha cara ficaria pior ainda se eu não fosse. Pai e tals.. hahaha.

Fim da aula lá pelo meio dia, vim pra casa mas não podia dormir. Tinha que esperar uma encomenda. Lá pelas 3 chegou. Meu pai chegou junto, eu tomei banho e fui almoçar. Voltei e dormi muito forte, até as 8 da noite. Banho e parti pra mais uma aventura. Biero sub-15. Pagodinho, cervejas, esquenta na rua do lado. Não necessariamente nessa ordem.

Ontem, dominguera, o de sempre. Acordei as 2. Teatro e cinema pra encerrar. Borat. Muito bom. Do tipo, altos bizarro e engraçado. Muito.

Hoje volto a procurar emprego.

E to juntando fatos pra teoria prometida. Creio que amanhã ela já estará aqui nesse blog, ansiosos leitores.

Até logo.

17.3.07

Sono, muito sono!

Esse post é meramente pra passar o tempo. To caindo de sono. (pausa pro telefone). Pronto. Alguns minutos de telefone com a família pra ajudar a passar o tempo. E pra matar a saudade, óbvio. Ou tentar. A Leilinha, minha sobrinha de 4 anos, me prometeu desenhos feitos por ela mesma, quando eu for pra lá. Ela disse que já fez um, mas ainda vai fazer mais DEZENOVE! Aham. VINTE desenhos eu vou ter pra colocar na parede do meu quarto.

Fim do post.

13.3.07

Trabalho, trabalho, trabalho.

Currículum pronto. Cabelo cortado. Fotos a serem tiradas.
Estou quase pronto pra buscar um novo emprego.
Chega de vadiagem.
Chega de MSN/Orkut a tarde inteira.
Chega de ouvir sermões do meu pai.

Parece ótimo, não é?

Ter o próprio dinheiro novamente.
Ser, de certa forma, independente.
Conhecer pessoas.
Aprender coisas.

Mas tudo tem seu lado péssimo. É inevitável.

Acordar cedo, provavelmente.
Não ter tempo pra MSN/Orkut.
Estresses.
Não ter tempo pra fazer os trabalhos da faculdade que, volta e meia, me tomam todo um dia.
Não ter tempo pra ler as coisas que eu gostaria realmente de ler.

Mas, enfim, tudo tem seu preço.
Espero, ao menos, achar um emprego que eu não tenha que trabalhar nos fins-de-semana.

E ah! Fiz minha inscrição no concurso da prefeitura. Vou estudar porque, se eu passar, fico numa boa. Ou não.

Mudando de pau pra cavaco, tô me empolgando com o teatro novamente. Ontem lemos um texto do Sartre e hoje li um pedaço de outro texto que está em questão para produzirmos. Me empolguei, talvez, por surgir algo concreto, coisa que eu esperava que fosse demorar.

O professor de fotografia pediu para criarmos um fotolog, com fotos que não sejam auto-retrato. Se quiserem dar uma conferida, é só clicar aqui!


E, finalmente, quero deixar aqui meus parabéns ao amigo Longa. Se você está lendo isso aqui, vá até o orkut dele e deseje-lhe um feliz aniversário também! Hoje ele completa 21 anos. E que venha a cervejada sábado. E o parque, se houver sol. :D



Ansiosos pra ler a teoria sobre namoros em Joinville? Aguardem! :D

11.3.07

Domingo eu quero ver

Domingo é um dia chato. Ponto. Isto é fato. Ninguém discute.

Se você tem uma família grande, com tios, tias, avôs e avós, talvez tenha um almoço regado à cerveja, conversa alta, causos de família e coisas do tipo. Eu já tive uma família grande. Digo, ainda tenho, mas estão todos em Minas.
O fato de morarmos apenas meu pai e eu, faz do domingo um dia mais chato ainda.

Eu acordo, ele está vendo TV. Geralmente tá vendo coisas que eu não gosto, então, me sobra o PC. Aí fico aqui viajando, de saco cheio, mas sempre tem alguem pra conversar. Conversinhas inúteis, mas acaba fazendo o tempo passar. Quando meu pai enjoa da TV ele vai pro quarto deitar. Eu vou pra TV e fico passando canais porque, geralmente, não tem nada de interessante passando também.

O que salva é a noite. Última sessão do filme de estréia no cinema. Sempre rola. É a ÚNICA coisa que salva no domingo.

Tenho teatro a tarde. Mas nem isso mais me anima. Não sei se é porque não entramos no embalo ainda, mas estou extremamente desanimado.

A cidade fica parada. Apenas barulhos de ônibus passando. Mais nada. Aquela movimentação típica de centro da cidade cai 126%.

Agora, acabei de ter uma idéia. Vou recrutar alguns cidadãos pra jogar um futebol todo domingo, sagradamente. Talvez ajude em algo. Se você está lendo isso e gostaria de um jogar um futebolzinho nos domingos à tarde, favor entrar em contato.

Tomara que funcione essa idéia, pq MSN, Faustão, Orkut e Gugu não rola.

One more drink and i'll be fine.

Ah, o verão!
Sexta feira cansativa, mas proveitosa. Parquezinho aquático o dia inteiro, um pit-stop em casa pra tomar um banho, ver a novelinha e aniversário da carol. Lá fui eu me afogar nas cervejas novamente... Ó vida! Bebi bem e me empolguei com o convite do empolgado Racham pra ir pra Dreams. Que bosta! Caro, vazio e só homem. Foi um péssimo investimento. Fiquei lá uma hora, uma hora e meia no máximo e vim embora a pé. O Empenho, mas eu não tava são, então nem senti. Hahaha. Hoje rolou o churrasco do Dudu mas nem fui. Moral aqui em casa ta baixa. Sacumé, né?
Amanhã de volta ao teatro após quase um mês e cineminha depois. Sempre rola. Só que também rola a dúvida: Conquista da Honra ou Norbit? Pois é...

6.3.07

Uma semana depois cá estou eu novamente. Dedo quebrado ainda, mas já melhor.

No sábado que se passou ocorreu a primeira "Festa do Canário". A (já) famosa festa de PP.
Alguns quitutes pra dar um brilho. O (já) também famoso Brigadeiro Cataplof - comeu, caiu. Muita Nova Schin. E depois de um tempo na festa tive que confessar aos meus amigos: não (ab)sinto mais nada! Pulei, dancei, corri. Dando uma força no bar era uma cerveja pra servir o pessoal e outra na mão pra beber. No fim pedi arrego. Tava vindo embora a pé, quando passa Bernardo no seu possante. Caroninha, cheguei bem. Dei de cara com meu pai que nunca dorme. Nada de palavras naquela hora. Ou se tiveram, não me lembro.

Domingo, 3 da tarde.

Acordei...
Não! Abri os olhos e levantei.
Acordei de verdade só lá pelas 8.
Cinema.
Motoqueiro Fantasma.
Ridículo. Horrível. O pior filme que vi nos últimos tempos.
Até tem uns efeitos massa, mas eu não vou ao cinema pra ver efeitos. Vou pra ver um filme com uma história boa. E esse, definitivamente, não tem.

Sexta rola um parque aquático. Foreva. E à noite aquela cerva gelada pra comemorar o aniversário da Carolll. Eu tento parar de beber, mas não deixam.

Té logo. Tô com fome. De novo.

28.2.07

Coldplay


Sensacional! Fantástico! Inesquecível! PERFEITO!!

Enfim.. não adianta ficar aqui buscando adjetivos pra descrever a maior emoção da minha vida. Ou uma das maiores. Muita gente falou que eu sou louco por pagar 300 reais num ingresso pra ver o Coldplay. Eu digo que louco é quem NÃO pagou. Eu pagaria 3 mil, se tivesse. Ha alguns tópicos atrás eu comentava sobre o show do Los Hermanos que foi incrível e que esperava sentir coisas parecidas nesse show. Senti. Senti até mais. E foi uma saga que relato agora.

Saída de Joinville na segunda feira, 11:20 da manhã. Atrasos, acabei saindo 12:10. Chegada em SP às 13. Ou iria encontrar a Thais na faculdade, ou esperava a Bárbara, que chegaria dentro de 1 hora no mesmo aeroporto. Resolvi esperar, então. Ela chegou e fomos pro hotel que ela iria ficar, que é do lado do Via Funchal, local do espetáculo. Foi a conta. Chegamos e o céu caiu. Chuva, chuva, chuva. Temporal. Graniso! Demos uma corridinha até o Via Funchal pra retirar os ingressos e voltamos pro hotel. Não, eu não estava hospedado. Tava ali de penetra mesmo... Íamos ao shopping almoçar, mas a chuva não deixava. Resolvemos almoçar no restaurante do hotel. Pedi uma espaguete à bolonhesa. 22 reais. Horrível. Al dente, como dizem, mas pra mim tem outro nome: mal-cozido. Foram os 22 reais mais mal gastos na minha vida. E o frio bateu. Eu, com apenas uma camiseta, senti a necessidade de comprar uma blusa. Um casal de amigos da Bárbara estava indo ao shopping Morumbi e eu resolvi os acompanhar. Comprei minha blusa e liguei pra Tata. Ela estava indo pro shopping me encontrar. Isso devia ser umas 18:20. O casal disse que ia voltar já pro hotel. Eu fiquei pra esperar a Tata, afinal, ela estava indo lá só pra me ver e eu queria muito vê-la tambem. Em condições normais de temperatura e pressão, uma viagem de carro do Morumbi até o Via funchal não leva mais do que 15 minutos. Mas aquele não era um dia de condições normais de temperatura e pressão. Por volta de 19:30 o casal me manda uma msg dizendo pra eu não demorar muito pq eles estavam no trânsito ainda. 1 hora e 10 já de trânsito. Começou a me bater o desespero. Mas enfim, estava ali pra ver a Tata e não ia embora sem vê-la. E o tempo passando e nada dela chegar. Deu 20:00 e eu liguei pra ela. Ela estava no Ibirapuera ainda. Iria demorar mais meia hora. Eu tava ficando cada vez mais agoniado. Não sabia se esperava a Tata ou se pegava um taxi pra chegar a tempo do show. 20:20 e nada da Tata chegar. A Alice me liga desesperada contando que tinha ficado hoooras no trânsito também. Entrei no taxi e fui pro Via Funchal. 5 minutos dentro do taxi e recebo uma msg da Tata dizendo que tinha chegado no shopping. Pacabá, né? Enfim. 53 minutos depois, chego no Via Funchal. O casal me disse que no fim das contas ficaram 2 horas e 15 no trânsito. É que eles pegaram horário de pico também, né..

Agora, o show!
Cheguei, me acomodei, peguei o finzinho do show do Papas. Queria ter visto tudo, mas não rolou. Comprei uma latinha de Sol pela modesta quantia de R$6,60. Sim. UMA latinha de SOL. Seis reais e sessenta centavos. Foi no susto. Alguns minutos de angústia e entra a banda.
Square One abriu. Mas onde estava Chris Martin? Toda a banda presente, menos ele. Só a sua voz, como se ele tivesse escondido. E estava. No mudança de ritmo da música ele aparece, cantando a plenos pulmões e levando a multidão ao delírio. Confesso que não consegui segurar as lágrimas.
Politik veio em seguida.
Clocks, Speed Of Sound, Talk, White Shadows, God Put A Smile Upon Your Face, The Scientist, entre outras...

Yellow foi a terceira. No meio da música balões gigantes e coloridos caíram do céu no meio da platéia. Chris Martin estourou um com a guitarra e papéis caíram sobre ele. Foi o sinal verde para todos os outros serem estourados pelo povo, fazendo uma chuva de papel picado. Foi fascinante.




Sabe quando você olha pro lado e só vê gente chorando? Foi assim quando começou Sparks. Uma emoção tomou conta do lugar. Sabe aquela sensação de plenitude? Pois é.

Num momento do show, Chris e seus companheiros desceram do palco e foram até a frente do banheiro masculino, no meio da galera, literalmente e tocaram Till Kingdom Come, música que eles fizeram pra cantar com o Jhonny Cash, que morreu antes de gravar, ali mesmo. Foi foda.

Após tocarem Talk, eles sairam e voltaram depois pra tocar as 3 últimas: Swallowed In The Sea, In My Place e Fix You.



Fix You seria a última. E com uma apresentação memorável. Todas as luzes se apagaram e apenas uma lâmpada incandescente pendurada numa corda iluminava o palco ao lado de Chris e seu piano. No meio da música ele começou a balançar e girar a corda. Foi do caralho!

Eu disse que seria. Ao longo do show proferi vários gritos pedindo Shiver. Eu e mais todo mundo que estava lá. E ao fim de Fix You, os gritos ficaram mais fortes e consistentes. Foi inevitável não tocarem. Chris voltou com seu violão e com o guitarrista, dizendo que nunca tinha visto uma música do Coldplay sendo pedida por tanta gente em tão alto tom. Disseram também que há tempos não tocavam Shiver e que, devido à boa receptividade que tiveram, iriam dar esse bônus. Nas primeiras tentativas frustradas de acertar o começo da música, Chris ainda soltou um simpático 'Your fucking bastards' em meio a risos dele próprio. Mas tocaram. Foi mágico. Foi incrível.

Pude cumprir uma promessa que eu tinha feito. Berrei, chorei, ri, me emocionei. Saí de alma lavada. É um show pra eu não me esquecer nunca mais na vida.

Obrigado, Coldplay!

Abaixo, vídeo de Shiver.



Shiver, na íntegra.